
A direção dos espetáculos, quase sempre fica a cargo do espanhol Pepe Nuñez, que no momento completa vinte anos de carreira, vem pesquisando a linguagem do clown desde 1993, através de grandes mestres da Arte do Palhaço, tais como, Django Edwards (EUA), Ângela de Castro (Inglaterra/Brasil), Sue Morrison (Canadá), entre outros. Fundou os grupos, Teatro Clandestino, El Clan del Clown e Clownados na Espanha, e é membro da ONG Palhaços sem Fronteiras, onde já participou de expedições em Honduras, El Salvador e Brasil.
Vanderléia Will e Andréa Padilha, também assumem as rédeas, pricipalmente, na criação de suas intervenções, como em Cacilda Astrogilda e Eulália, divertidos personagens que em habitual, provocam risos na platéia. Aborda uma simples e sincera relação de amizade entre duas idosas românticas, que interagem diretamente com o público fazendo este parte do espetáculo. Também, a intervenção solo, Dona Bilica, de Vanderléia Will, que desde 1990 vem divulgando e preservando a cultura local de origem açoriana através da personagem Dona Bilica, uma típica benzedeira e rendeira da ilha.
Entre outras cidades, o Pé de Vento Teatro já fez vários pousos em Lisboa, um deles, através de intercâmbio cultural com o Espaço Evoé, que produziu quatro espetáculos do repertório da companhia, De malas Prontas, Pic Nic, Bom Apetite e Lamúrio Poético, além de seis oficinas de Iniciação ao Palhaço e aprofundamento da Arte do Palhaço. Também, tiveram o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, que os presenteou com o material de divulgação e a isenção da taxa de aluguel do Teatro Maria Mattos.
Vanderléia Will, a Vandeka, integrante do grupo, diz que gostaria de voltar a Portugal: "Estamos planificando um intercâmbio entre Portugal e Espanha para o segundo semestre de 2006. Queremos nos apresentar, dar oficinas e também fazer algum trabalho de aperfeiçoamento. Estamos buscando, escolas, bolsas de estudo para irmos com garantias financeiras..." E também, que tiveram uma boa receptividade de público em Lisboa: "Encontramos uma platéia que se entregou ao espetáculo com cautela, mas quando perceberam que o grupo era profissional e que tínhamos uma linguagem particular, interessante e curiosa, foram se entregando ao riso."

Quando o Brazuk perguntou o que lhes dá mais prazer na vida, e que tipo de mensagem gostariam de transmitir ao mundo, responderam:
"Ficamos felizes com o que fazemos, temos química em cena, o que faz a platéia se divertir muito, e isto nos dá prazer. A alegria é o melhor remédio para as doenças do mundo! Sorrir em doses homeopáticas é a cura de muitas coisas. Buscar a alegria nas pequenas coisas, na vida, em seu meio, sua casa, seu trabalho, é o caminho para a paz." Portanto, se você estiver em Lisboa no segundo semestre de 2006, e gosta de se divertir e dar boas gargalhadas, fique de olho!.jpg)